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(Foto Chico Lima)
Nosso restaurante trabalha
somente com reserva prévia.
A comida é sadia e gostosa, em
uma variedade de cozinha mineira e italiana. A maioria dos pratos são feitos no fogão a lenha, acompanhados de nosso Pão caseiro italiano.
Especialidade da casa a "Bruschetta" tradicional e outras variantes
especiais. Verduras da nossa horta
cultivada de maneira orgânica e
queijo artesanal.

Pão caseiro italiano

Verduras da nossa horta

Doces Caseiros e queijo
artesanal
(Passar
o mouse nas fotos)
"Roteiros do Sabor do Estado do Rio
de Janeiro"
Chico Junior
Meio
italiana, meio mineira
Uma comida meio italiana, meio mineira. Com esse cardápio, a italiana Déborah
Jappelli recebe os grupos de turistas em sua Fazenda Campos Elíseos. Ela está
no Brasil desde 2000 e veio por influência da família. “Meus tios sempre
foram apaixonados pelo Brasil, alguns deles vieram morar aqui há muitos anos e
eu resolvi segui-los.”
A Campos Elíseos é uma fazenda de 1851 e passou por várias mãos até ser
comprada na década de 1960 por Marcos Vieira da Cunha, bisneto do Visconde de
Ipiabas, que restaurou estas e outras fazendas da região. Há alguns anos foi
comprada pela família de Déborah, que a reformou totalmente, mantendo o estilo
da época, transformando-a em uma fazenda histórica, que hospeda no esquema de
turismo de habitação.
Na cozinha, Déborah dá o tempero ítalo-brasileiro na medida certa, segundo
ela própria explica, fazendo “adaptações sem comprometer as receitas
originais”. Um exemplo é o tiramisù, que faz muito sucesso entre os
visitantes. Originalmente feito com queijo mascarpone, esse famoso doce
italiano, parecido com o pavê, ali é feito com o brasileiríssimo requeijão.
“Dá muito certo substituir um pelo outro. A sobremesa, que também leva
cacau, café e açúcar, fica com a consistência de cheesecake”, diz a
gourmande. “Tiramisù” é uma expressão quer dizer “levanta-te” ou
“escolha-me”. Um dos motivos: a inclusão da cafeína, elemento estimulante.
Na fazenda também é possível degustar um caprichado café colonial, com pães,
doces e bolos ou, ainda, almoçar. O cardápio tem desde a torta de abobrinha e
pães recheados até a leitoa assada – que tem um preparo mais requintado e é
servido mediante pedido prévio. Déborah revela que “a carne é posta para
assar na madrugada anterior ao almoço”, por isso deve ser encomendada com
antecedência de alguns dias. Para quem gosta de cachaça, lá é produzida e
vendida a artesanal Sinhazinha. O charme do restaurante fica por conta do local
onde está instalado: no porão da casa da fazenda.
O lazer ainda inclui pesca no açude, trilhas ecológicas, banho de cachoeira
e piscina, visitas ao pomar e à horta e ordenha para retirada de leite
fresquinho.
Importante ainda destacar que há um canil. Para quem se interessar pela
hospedagem, Déborah indica que é preciso gostar de animais: “Criamos cães
das raças Golden Retriever e Pug. Por isso, quem vier para cá tem que ser
amante de cães e gatos, que estão por toda parte.”
Chico Junior
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